A vida inútil (ou não) nas redes sociais

O jovem inventor Javier Fernandez-Han sugere que todas as pessoas façam um curso de filosofia em algum momento de suas vidas, porque isso ajuda a desenvolver processos de pensar, imaginar, criar. “E se….?” e “Por que não?” são as perguntas que deveríamos fazer constantemente em busca de um pensar mais criativo voltado à inovação.

Ele também sugere que não gastemos tanto tempo nas redes sociais. “Elas são superficiais, não te estimulam a divagar, imaginar nem fazer associações inusitadas”, diz. Não te estimulam a pensar fora da caixa, em outras palavras.

Há três maneiras de encarar o comentário de Javier Han. A primeira é rir ou dar de ombros e continuar fazendo o que sempre fez, curtindo as piadas e fotos dos amigos e eventualmente participando de alguma discussão mais acalorada sobre política.

A segunda, radical, é abandonar por completo as interações online nas redes – o que me parece um comportamento de quem deseja realmente se isolar do seu tempo.

Por fim, a terceira e mais equilibrada decisão é dosar o tempo e o tipo de conteúdo que se escolhe consumir, em prol de uma vida mais rica do ponto de vista de conhecimento, criatividade e produção de conteúdo e ideias consistentes e úteis. Não é preciso abandonar as redes sociais, mas é altamente recomendável que você aproveite melhor o que elas têm a oferecer e que compartilhe conteúdo enriquecedor.

Uma das maneiras de obter mais criatividade nas atividades diárias, sejam de trabalho ou pessoais, é abrir a cabeça para outros conhecimentos fora do que seria o óbvio dentro da sua área de atuação. Assim, cursos de filosofia, inovação, fotografia, história da arte, design thinking e gestão de projetos podem se extremamente úteis e interessantes para uma variada gama de profissionais.

Outras coisas que alargam nossa visão de mundo: aprender um idioma estrangeiro ou um instrumento musical, matricular-se em um curso de economia criativa ou rudimentos da gastronomia, participar de cursos sobre criatividade, trabalho colaborativo, comunicação, psicologia do consumo, roteiro de cinema ou webdesign.

A vantagem é que a internet está recheada de conteúdos gratuitos de excelente qualidade. As palestras do TED (organização cujo foco é disseminar experiências interessantes em vários campos), como a do jovem Javier Han que mencionei no início do texto é só uma pontinha. Universidades de renome como Stanford ou Harvard oferecem cursos online gratuitos tão variados como Design Thinking, Economia Comportamental, Computação Gráfica, Aerodinâmica ou História da Arquitetura Chinesa.

No YouTube, um canal exclusivamente dedicado a educação traz aulas sobre N assuntos, com professores das mais renomadas instituições acadêmicas do mundo. As aulas podem durar uma hora ou apenas 15 minutos, mas nunca deixam de conter insights valiosos.

Saia da sua zona de conforto, exercite o intelecto para seu cérebro não ficar obeso e pense de maneira inovadora e não convencional. É uma prática constante que só traz benefícios.

[por Mariela Castro]

Mídias Sociais

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